Palavras do Netto.
Andar de motocicleta é um prazer que não tem comparações. É único e indescritível. Mas apresenta a chance de se tornar maior e isso acontece quando levamos na carona alguem que nos é especial.
Para que esse prazer seja total, nada melhor do que revestirmos nossa viagem de toda a proteção possível.
Como já diz o lema da campanha de segurança dos Bodes do Asfalto-RS: "Quem ama, cuida "
Nosso esforço é nesse sentido, de cuidar e preservar a integridade física de cada um motociclista amigo que nos dá o prazer da leitura e Boa Viagem!!!
Este blog é um contribuição do meu grande amigo e irmão NETTO, todo conteudo do manual do carona é de sua autoria, eu apenas copiei e colei o seu trabalho no blog. Para conhecer mais sobre este grande personagem visite o site www.netophd.com
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
MANUAL DO CARONA
Que o Grande Arquiteto proteja a todos e nos conceda
a felicidade da lucidez e sobriedade na condução,
para que possamos ir e vir em
segurança,
numa atitude sempre
constante de louvor a VIDA!
Santa Maria, RS, 20 de Novembro de 2008
Oscar de Oliveira Ramos NETO – Cap R/1
Instrutor de Direção Defensiva
O presente manual destina-se a atender uma lacuna na literatura
motociclística do Brasil, ensejando com seus ensinamentos atender a
demanda de um grande grupo de amantes da motocicleta que
constantemente nos procuram para saber como fazer ou onde
conseguir alguma informação sobre a condução de carona em
motocicletas.
Dividimos o nosso trabalho em 7 partes, onde procuramos mostrar
toda a técnica do transporte de carona em motocicleta, suas premissas
básicas, o conhecimento necessário, a prática da condução, o
treinamento necessário, as medidas de proteção individual e a técnica
de transportar carona, bem como a de ser transportado na garupa de
uma motocicleta.
Nosso manual é um primeiro passo e certamente muitos de vocês
leitores não encontrarão tudo aquilo que procuram. Nesses casos
solicitamos que nos informem para que possamos melhorar e
aperfeiçoar nosso trabalho. Meu endereço de e-mail é o
netophd@gmail.com e assim que tiver a resposta, envio para você.
Também é possível baixar o manual do meu site
http://www.netophd.com já com as correções, conforme elas forem
sendo acrescidas ao mesmo.
Baixar o manual do site, imprimir e difundir são um grande favor
que prestamos a todos os amantes do motociclismo e principalmente a
VIDA. Só peço o obséquio de manter meus dados e preservar meu
trabalho como autor.
Agradeço imensameente a colaboração dos motociclistas
MARCELO FAGUNDES DE OLIVEIRA RAMOS, meu filho, e CLAUDIO
PANDOLFO, dos Bodes Estradeiros, CLAUDIO JURANDIR DA SILVA
(CACAU) e ao meu colega de muitas andanças MAGNO JESUS
MACHADO DA SILVA, o 09, pela valiosa e precisa colaboração neste
trabalho.
INTRODUÇÃO
A motocicleta é um veículo que vem ganhando muitos adeptos
atualmente no mundo inteiro. Em nosso país, depois de uma longa
jornada, finalmente, ela alcançou o “status” de veículo popular, não
proibitivo. Todos lembram como era difícil adquirir uma motocicleta há
uns 30 anos atrás.
Além do fator já citado, a falta de rodovias não permitia que
nos deslocássemos pelo nosso país de norte a sul e de leste a oeste.
Não que isso tenha evoluído muito. A precariedade das assim
chamadas Rodovias brasileiras, seja elas federais ou estaduais, nos
preocupa muito. Elas ainda não são apropriadas para motocicletas,
toda a sinalização é voltada para veículos pesados, a engenharia que
as construiu ainda viajava a 100 km/h. Hoje em dia, um scooter viaja a
100!!!!
Devemos também citar que as proteções colocadas nas
curvas, nos declives e aclives, são todos destinados a grandes veículos
e por isso construídos em aço, com perfil que determina verdadeiras
navalhas a beira da estrada, prontas para ceifar a vida de motociclistas
desavisados, que numa saída de curva, tenham a infelicidade de se
projetarem sobre estes tais “guard-rails”.
Estes são aspectos a serem respeitados e considerados por
todos aqueles que decidam viajar com motocicleta, não só em nosso
país como em qualquer país do mundo, pois as rodovias são
construídas para pequenos, médios e grandes veículos de 4 rodas.
NÃO HÁ ENGENHARIA DE TRÁFEGO QUE SE DEDIQUE A
MOTOCICLETA!
Num segundo momento, temos que considerar a origem da
motocicleta. O primeiros modelos de motocicleta, foram construídos
para o transporte de apenas UM indivíduo. Foi apenas ao final da 2ª
Grande Guerra que as motocicletas ganharam a adição de um
minúsculo – se é que assim se pode chamar – banco para um carona
mais ousado, que se arriscasse andar muito mal instalado em um
veículo sem qualquer proteção. Temos que considerar até hoje esta
característica tão importante da motocicleta: ela é um veículo individual,
adaptado para o transporte de um passageiro. Mais inteligente,
certamente, é o side-car, o qual adaptado à motocicleta modifica
totalmente o veículo, principalmente na questão das curvas, mas que
oferece uma melhor situação para o passageiro. É possível observar
que alguns construtores alertam isso ao público, como é o caso da
Honda VT 600 SHADOW que traz a inscrição no tanque – Individual V2
Custom, e cujo banco do carona de diminutas dimensões, confere a
orientação do fabricante um maior realce para a necessidade do uso
individual do veículo. Mas o pessoal troca o banco e coloca um
“bancão” onde o carona passa a ter mais conforto do que o próprio
condutor e assim driblam as recomendações do fabricante. Poderíamos
dizer até que aí ocorre uma modificação na característica do veículo,
mas isso é outra conversa e daria para montar um compêndio.
Dentro deste quadro, queremos mostrar para nossos leitores,
que os cuidados para transportar um carona, são obrigatórios e
extremamente importantes, tanto para a segurança do condutor, como
para a segurança do próprio carona.
Desenvolver uma técnica e todo um trabalho metodológico
para facilitar o transporte do carona é o objetivo a que nos propomos,
sabendo que é um árduo caminho e que sempre haverá muito o que
falar e o que fazer.
ASPECTOS BÁSICOS
Todos os que sonham em um dia possuir uma motocicleta, são
obrigados a passar por um treinamento, conforme prevê o nosso
Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997).
Aí começa o nosso primeiro questionamento; se um dos objetivos de
quem compra a moto é transportar carona (fato permitido e
regulamentado pelo CTB) e este carona influi grandemente na
estabilidade e na dirigibilidade do veículo motocicleta, porque então os
centros de formação ensinam ao condutor a pilotagem da motocicleta
desprovida de carona?
Entendemos que a formação do motociclista, estabelecida pela
Resolução Contran 168 (14 dez 2004), modificada pela 169 (17 mar
2005), e finalmente pela Resolução 285 (29 jul 2008), AINDA é
incompleta e não visa a formação do condutor, senão dar-lhe alguma
noção sobre a condução, deixando uma lacuna que invariavelmente
redunda em acidentes gravíssimos, quando não fatais.
Num determinado momento pois, após a obtenção da sua
CNH, já tendo rodado alguns quilômetros solo (alguns se arriscam logo
no primeiro dia), o condutor se depara com o dilema da condução de
um carona. Assim visto o problema, podemos concluir que é realmente
difícil transportar caronas em motocicletas. Não há ensino oferecido
pelo órgão legal. Não há informações necessárias. Não há
preocupação por parte dos fabricantes. A pista do Centro de Formação
apenas visa os cuidados e manobras necessárias para o deslocamento
do condutor sozinho em sua motocicleta, não aventando em momento
algum, a possibilidade de que este mesmo veículo possa ser utilizado
para transportar passageiro. Desta forma o condutor, depois de
habilitado na categoria “A”, DEVE, por sua própria conta e risco, tanto
da sua integridade física como do seu passageiro, iniciar um novo
aprendizado que não encontra parâmetros e cujos conhecimentos
serão todos adquiridos de forma empírica. Isso permite o erro e dá
margens a vícios que perdurarão por muito tempo, colocando em
permanente risco tanto a integridade do condutor como do caroneiro.
Cientes dessa lacuna e da necessidade de muitos motociclistas
aprenderem de forma mais segura como se processa o transporte de
caronas em motocicletas, este trabalho apresenta dicas e técnicas que
permitirão o deslocamento com segurança da motocicleta, seu
condutor e sua carona.
Nos títulos que se seguem, apresentaremos todos os detalhes
deste procedimento, de uma forma crescente e orientada passo a
passo.
DADOS TÉCNICOS
a) Centro de gravidade
As motocicletas como qualquer outro veículo de duas rodas,
apresentam um centro de gravidade que invariavelmente está limitado
pelo próprio banco do condutor e o tanque de combustível. Desta
forma, todo o peso que estiver sendo carregado pela motocicleta, deve
se aproximar deste ponto de forma a não deslocar o peso do local ideal
para que a motocicleta possa ter a reação preconizada pela engenharia
que a fabricou. Desta maneira, entende-se que a melhor forma de
conduzir alguém é fazer com que o carona sente-se o mais próximo
possível do condutor, fazendo com que o somatório dos seus pesos
aproxime-se do centro de gravidade da motocicleta. Por este motivo, os
bancos das motocicletas, com exceção das motos “choppers” e das
super-bikes, são inclinados em direção ao tanque de combustível e o
carona está sempre “escorregando” para cima do condutor.
Quando o carona sobe na motocicleta, a suspensão da moto sofre
um esforço que se aproxima do limite previsto pelo fabricante. Desta
forma, transportar carona exige mais da motocicleta e deve nos advertir
que não podemos exigir demasiado da motocicleta nesta situação.
As arrancadas passam a ser mais exigidas do motor e por isso
uma maior aceleração se faz necessária, juntamente com um maior e
mais acentuado uso do sistema de embreagem da motocicleta. É
necessário que o carona esteja alerto para este primeiro momento e
que conserve seus pés nas pedaleiras e em qualquer circunstância não
tenha a tentação de colocá-los no solo, sob pena de prejudicar o
equilíbrio da motocicleta, atrapalhar a manobra do condutor e inclusive
derrubar a moto.
Que o Grande Arquiteto proteja a todos e nos conceda
a felicidade da lucidez e sobriedade na condução,
para que possamos ir e vir em
segurança,
numa atitude sempre
constante de louvor a VIDA!
Santa Maria, RS, 20 de Novembro de 2008
Oscar de Oliveira Ramos NETO – Cap R/1
Instrutor de Direção Defensiva
MANUAL DO CARONA
O presente manual destina-se a atender uma lacuna na literatura
motociclística do Brasil, ensejando com seus ensinamentos atender a
demanda de um grande grupo de amantes da motocicleta que
constantemente nos procuram para saber como fazer ou onde
conseguir alguma informação sobre a condução de carona em
motocicletas.
Dividimos o nosso trabalho em 7 partes, onde procuramos mostrar
toda a técnica do transporte de carona em motocicleta, suas premissas
básicas, o conhecimento necessário, a prática da condução, o
treinamento necessário, as medidas de proteção individual e a técnica
de transportar carona, bem como a de ser transportado na garupa de
uma motocicleta.
Nosso manual é um primeiro passo e certamente muitos de vocês
leitores não encontrarão tudo aquilo que procuram. Nesses casos
solicitamos que nos informem para que possamos melhorar e
aperfeiçoar nosso trabalho. Meu endereço de e-mail é o
netophd@gmail.com e assim que tiver a resposta, envio para você.
Também é possível baixar o manual do meu site
http://www.netophd.com já com as correções, conforme elas forem
sendo acrescidas ao mesmo.
Baixar o manual do site, imprimir e difundir são um grande favor
que prestamos a todos os amantes do motociclismo e principalmente a
VIDA. Só peço o obséquio de manter meus dados e preservar meu
trabalho como autor.
Agradeço imensameente a colaboração dos motociclistas
MARCELO FAGUNDES DE OLIVEIRA RAMOS, meu filho, e CLAUDIO
PANDOLFO, dos Bodes Estradeiros, CLAUDIO JURANDIR DA SILVA
(CACAU) e ao meu colega de muitas andanças MAGNO JESUS
MACHADO DA SILVA, o 09, pela valiosa e precisa colaboração neste
trabalho.
INTRODUÇÃO
A motocicleta é um veículo que vem ganhando muitos adeptos
atualmente no mundo inteiro. Em nosso país, depois de uma longa
jornada, finalmente, ela alcançou o “status” de veículo popular, não
proibitivo. Todos lembram como era difícil adquirir uma motocicleta há
uns 30 anos atrás.
Além do fator já citado, a falta de rodovias não permitia que
nos deslocássemos pelo nosso país de norte a sul e de leste a oeste.
Não que isso tenha evoluído muito. A precariedade das assim
chamadas Rodovias brasileiras, seja elas federais ou estaduais, nos
preocupa muito. Elas ainda não são apropriadas para motocicletas,
toda a sinalização é voltada para veículos pesados, a engenharia que
as construiu ainda viajava a 100 km/h. Hoje em dia, um scooter viaja a
100!!!!
Devemos também citar que as proteções colocadas nas
curvas, nos declives e aclives, são todos destinados a grandes veículos
e por isso construídos em aço, com perfil que determina verdadeiras
navalhas a beira da estrada, prontas para ceifar a vida de motociclistas
desavisados, que numa saída de curva, tenham a infelicidade de se
projetarem sobre estes tais “guard-rails”.
Estes são aspectos a serem respeitados e considerados por
todos aqueles que decidam viajar com motocicleta, não só em nosso
país como em qualquer país do mundo, pois as rodovias são
construídas para pequenos, médios e grandes veículos de 4 rodas.
NÃO HÁ ENGENHARIA DE TRÁFEGO QUE SE DEDIQUE A
MOTOCICLETA!
Num segundo momento, temos que considerar a origem da
motocicleta. O primeiros modelos de motocicleta, foram construídos
para o transporte de apenas UM indivíduo. Foi apenas ao final da 2ª
Grande Guerra que as motocicletas ganharam a adição de um
minúsculo – se é que assim se pode chamar – banco para um carona
mais ousado, que se arriscasse andar muito mal instalado em um
veículo sem qualquer proteção. Temos que considerar até hoje esta
característica tão importante da motocicleta: ela é um veículo individual,
adaptado para o transporte de um passageiro. Mais inteligente,
certamente, é o side-car, o qual adaptado à motocicleta modifica
totalmente o veículo, principalmente na questão das curvas, mas que
oferece uma melhor situação para o passageiro. É possível observar
que alguns construtores alertam isso ao público, como é o caso da
Honda VT 600 SHADOW que traz a inscrição no tanque – Individual V2
Custom, e cujo banco do carona de diminutas dimensões, confere a
orientação do fabricante um maior realce para a necessidade do uso
individual do veículo. Mas o pessoal troca o banco e coloca um
“bancão” onde o carona passa a ter mais conforto do que o próprio
condutor e assim driblam as recomendações do fabricante. Poderíamos
dizer até que aí ocorre uma modificação na característica do veículo,
mas isso é outra conversa e daria para montar um compêndio.
Dentro deste quadro, queremos mostrar para nossos leitores,
que os cuidados para transportar um carona, são obrigatórios e
extremamente importantes, tanto para a segurança do condutor, como
para a segurança do próprio carona.
Desenvolver uma técnica e todo um trabalho metodológico
para facilitar o transporte do carona é o objetivo a que nos propomos,
sabendo que é um árduo caminho e que sempre haverá muito o que
falar e o que fazer.
ASPECTOS BÁSICOS
Todos os que sonham em um dia possuir uma motocicleta, são
obrigados a passar por um treinamento, conforme prevê o nosso
Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997).
Aí começa o nosso primeiro questionamento; se um dos objetivos de
quem compra a moto é transportar carona (fato permitido e
regulamentado pelo CTB) e este carona influi grandemente na
estabilidade e na dirigibilidade do veículo motocicleta, porque então os
centros de formação ensinam ao condutor a pilotagem da motocicleta
desprovida de carona?
Entendemos que a formação do motociclista, estabelecida pela
Resolução Contran 168 (14 dez 2004), modificada pela 169 (17 mar
2005), e finalmente pela Resolução 285 (29 jul 2008), AINDA é
incompleta e não visa a formação do condutor, senão dar-lhe alguma
noção sobre a condução, deixando uma lacuna que invariavelmente
redunda em acidentes gravíssimos, quando não fatais.
Num determinado momento pois, após a obtenção da sua
CNH, já tendo rodado alguns quilômetros solo (alguns se arriscam logo
no primeiro dia), o condutor se depara com o dilema da condução de
um carona. Assim visto o problema, podemos concluir que é realmente
difícil transportar caronas em motocicletas. Não há ensino oferecido
pelo órgão legal. Não há informações necessárias. Não há
preocupação por parte dos fabricantes. A pista do Centro de Formação
apenas visa os cuidados e manobras necessárias para o deslocamento
do condutor sozinho em sua motocicleta, não aventando em momento
algum, a possibilidade de que este mesmo veículo possa ser utilizado
para transportar passageiro. Desta forma o condutor, depois de
habilitado na categoria “A”, DEVE, por sua própria conta e risco, tanto
da sua integridade física como do seu passageiro, iniciar um novo
aprendizado que não encontra parâmetros e cujos conhecimentos
serão todos adquiridos de forma empírica. Isso permite o erro e dá
margens a vícios que perdurarão por muito tempo, colocando em
permanente risco tanto a integridade do condutor como do caroneiro.
Cientes dessa lacuna e da necessidade de muitos motociclistas
aprenderem de forma mais segura como se processa o transporte de
caronas em motocicletas, este trabalho apresenta dicas e técnicas que
permitirão o deslocamento com segurança da motocicleta, seu
condutor e sua carona.
Nos títulos que se seguem, apresentaremos todos os detalhes
deste procedimento, de uma forma crescente e orientada passo a
passo.
DADOS TÉCNICOS
a) Centro de gravidade
As motocicletas como qualquer outro veículo de duas rodas,
apresentam um centro de gravidade que invariavelmente está limitado
pelo próprio banco do condutor e o tanque de combustível. Desta
forma, todo o peso que estiver sendo carregado pela motocicleta, deve
se aproximar deste ponto de forma a não deslocar o peso do local ideal
para que a motocicleta possa ter a reação preconizada pela engenharia
que a fabricou. Desta maneira, entende-se que a melhor forma de
conduzir alguém é fazer com que o carona sente-se o mais próximo
possível do condutor, fazendo com que o somatório dos seus pesos
aproxime-se do centro de gravidade da motocicleta. Por este motivo, os
bancos das motocicletas, com exceção das motos “choppers” e das
super-bikes, são inclinados em direção ao tanque de combustível e o
carona está sempre “escorregando” para cima do condutor.
b) Suspensão
Quando o carona sobe na motocicleta, a suspensão da moto sofre
um esforço que se aproxima do limite previsto pelo fabricante. Desta
forma, transportar carona exige mais da motocicleta e deve nos advertir
que não podemos exigir demasiado da motocicleta nesta situação.
c) Arrancadas
As arrancadas passam a ser mais exigidas do motor e por isso
uma maior aceleração se faz necessária, juntamente com um maior e
mais acentuado uso do sistema de embreagem da motocicleta. É
necessário que o carona esteja alerto para este primeiro momento e
que conserve seus pés nas pedaleiras e em qualquer circunstância não
tenha a tentação de colocá-los no solo, sob pena de prejudicar o
equilíbrio da motocicleta, atrapalhar a manobra do condutor e inclusive
derrubar a moto.
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